quinta-feira, 31 de março de 2011

TREINAMENTO SUSPENSO DO PILATES (PST)

TREINAMENTO SUSPENSO NO MÉTODO PILATES


EM BREVE : PST NO STUDIO 
CONCEITUS !!!!

O PST é um sistema de treinamento que faz uso do peso corporal, permitindo centenas e exercícios funcionais, para pessoas de todos os níveis de habilidade e condicionamento físico.
O PST tem alta eficiência na melhoria da estabilidade do ‘Core’, fortalecimento funcional, flexibilidade e equilíbrio. Usuários de todos os níveis de condicionamento físico podem realizar exercícios funcionais para todo o corpo, empregando a resistência oferecida pelo peso corporal, ajustando e graduando de 0 a 100% a intensidade de trabalho.
O treinamento de força utilizando-se do peso corporal suspenso surgiu há mais de 150 anos. Gerações de acrobatas e ginastas utilizaram deste treinamento em suas preparações para torneios e apresentações. Joseph H. Pilates utilizou de exercícios em suspensão como a ginástica olímpica e as artes circenses para desenvolver seu corpo e seus aparelhos.
Tanto o método Pilates quanto o Pilates Suspenso baseiam-se em treinar os movimentos do corpo humano, ao invés de trabalhar especificamente os grupos musculares. Deste modo, a essência dos exercícios está na melhoria dos aspectos neurológicos que afetam a capacidade funcional do corpo humano, através de práticas que exigem dos mais variados componentes do sistema nervoso, estimulando sua adaptação.
A técnica, aplicada no solo e nos aparelhos específicos do método, é facilmente adaptada ao PST permitindo explorar diversas posições com diferentes sobrecargas para o “core”.
O treinamento de estabilidade do “core” é essencial para a qualidade de vida e o desempenho esportivo. Os músculos do ‘centro’ são capazes de gerar uma força de conexão para todos os outros movimentos, estabilizando a coluna e fornecendo uma base sólida para os movimentos das extremidades.
Um dos maiores benefícios do treinamento de Pilates é desenvolver o condicionamento funcional, essencial para as atividades da vida diária e atividades regulares. Isso ocorre por que o principal conceito do método Pilates envolve o trabalho de vários músculos de modo integrado, fluído e coordenado através do ‘centro’.
A idéia básica é iniciar com exercícios mais simples até os mais complexos de forma gradual tanto em posições estáticas como dinâmicas. A estabilidade do ‘centro’ não deve ser definida só como a habilidade de recrutar os músculos estabilizadores profundos de forma isolada. Deve ser definida pela habilidade dos músculos trabalharem de modo eficiente e coordenado para manter o alinhamento correto da coluna e da pelve enquanto os membros se movimentam.
Desta maneira, é necessário que, antes de prescrever exercícios mais complexos um bom trabalho no centro de força seja realizado. Assim, os exercícios se tornarão mais seguros e serão realizados com maior eficiência.

EM BREVE : PST NO STUDIO 
CONCEITUS !!!!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE ABDOMINAIS


Algumas Considerações Sobre Abdominais

Sem dúvida uma das partes do corpo que mais incomoda as pessoas é a famosa barriguinha. Preocupação esta, constatada nas academias de ginástica, e se engana quem pensa que os homens são diferentes das mulheres neste quesito. Entretanto, muitos se esquecem que além da questão estética, existe uma preocupação em relação à saúde do indivíduo.

Neste sentido os exercícios abdominais devem ter uma visão primária voltada para a melhora e/ou manutenção da qualidade de vida/saúde, e num segundo plano para a estética.

Uma das maiores causas de afastamento do emprego é a lombalgia (dor lombar), fato este agravado pela hipotonia (enfraquecimento) da musculatura abdominal. Outro fator é a hiperlordose lombar(aumento exagerado da curvatura da coluna lombar) que também está associado à falta de tônus abdominal. O aumento desta curvatura leva a incidência de lombalgias (dores na região lombar) tanto no sexo masculino como no feminino. De um modo geral o sobrepeso e a obesidade possuem uma relação direta com este acontecimento em ambos os sexos. Já para as mulheres o uso constante de salto alto aliado a musculatura da parede abdominal enfraquecida aumenta as chances de lombalgia.

Vaz e colaboradores (1999) destacam que a fraqueza da musculatura abdominal está associada a distúrbios como:

* Ptose ou projeção anterior da região abdominal;

* Dificuldade de elevar a cabeça a partir da posição em decúbito dorsal devido, principalmente, à debilidade do músculo Reto Abdominal;

* Dificuldade expiratória;

* Dificuldade na realização de determinados movimentos tais como a tosse, o vômito, o espirro e movimentos de parto na mulher ;

* A acentuação da lordose lombar, devido ao fortalecimento
desproporcional do músculo Psoas maior em relação aos músculos abdominais, acarretando a lombalgia.


Estética corporal: por vivermos em um país tropical com sol em abundância e vasto litoral, o corpo fica mais a mostra o que leva a uma constante preocupação com a famosa “barriguinha”. Neste sentido é importante destacarmos que não existe redução, depletação dos estoques de gordura local, portanto de nada adianta realizarmos exercícios localizados com o propósito de diminuirmos estes estoques. A gordura é oxidada do todo, ao contrário da hipertrofia muscular que ocorre na região específica que é treinada.


A solução para a diminuição da circunferência abdominal consiste em vários fatores, os quais envolvem mudança no cotidiano do indivíduo.

A combinação de uma dieta balanceada e exercícios físicos continuam sendo a melhor opção.


É importante destacarmos que é fundamental o equilíbrio das cadeias musculares, neste caso específico região abdominal e lombar devem ser treinadas.

Um dos maiores erros que as pessoas cometem e até mesmo alguns Treinadores/Educadores Físicos, é dar ênfase na musculatura abdominal e esquecerem a região lombar. Quando a musculatura da região lombar é deixada de “lado”, tende ocorrer à retificação desta curvatura, ou seja, redução da mesma, fato este que aumenta as chances de dores.

Como treinar?

Primeiramente deve haver uma correlação positiva entre as variáveis de volume e intensidade no treinamento.

Variáveis de volume são consideradas quantitativas e podemos destacar número de séries e repetições.

Variáveis de intensidade são qualitativas: velocidade de execução dos movimentos e sobrecarga (peso).

Não será a execução de mil abdominais todo o dia que irá transformar o abdômen em um tanque de lavar roupa. Exercícios abdominais que priorizem amplitude de movimentos, qualidade de execução, velocidade adequada e aumento da carga/peso são indispensáveis para a melhora da estética e saúde.


IMPORTANTE: Procurar uma boa academia, ter sempre a orientação de um Profissional e seguir o PLANO DE TREINAMENTO prescrito pelo seu professor é o caminho mais seguro e rápido para atingir os resultados sem por em risco a saúde.

Revista online (newsletter) - Edição de janeiro de 2011
Por Mauriti Júnior (treinamento.junior@gmail.com) - (Tutor do Curso On-line de Musculação do Iniciante ao Avançado, Pós Graduado em Musculação e Treinamento de Força Pela UGF/RJ,
Graduado em Educação Física Pela FURB/SC, Ex-Professor do IBES - Instituto Blumenauense de Ensino Superior (Disciplina Cineantropometria), Professor Convidado da AUPEX (Pós Graduação-Cineantropometria), Consultor Técnico do CDOF – Cooperativa do Fitness, Consultor Técnico do Portal Saúde Brasil, Vice-Coordenador do NEERP- Núcleo de Estudo em Exercícios Resistidos com Pesos)










Lançamento de livro com artigo escrito por Alice Becker

A Editora Juruá acaba de lançar a 2ª edição do livro "Em Pleno Corpo - Educação Somática, Movimento e Saúde".

Nesta edição, um dos artigos que compõem o livro foi escrito por Alice Becker, presidente da PHYSIO PILATES®. Trata-se do artigo: "Emagrecimento: como o Método Pilates pode auxiliar na luta para perder peso - PG 306"!

Sinopse do livro: Este livro apresenta, através de diferentes vozes nacionais e estrangeiras, uma variedade de métodos e técnicas que desautorizam a concepção cartesiana, responsável pela conhecida cisão entre corpo e mente. Os artigos presentes nesta publicação são tratados cientificamente e se revestem de intenção pedagógica. Por isso, com vivacidade, interessam não só atletas, bailarinos, músicos, professores e terapeutas, mas também, a todos aqueles que desejam conhecer o corpo. Preocupar-se com ele é a lição veiculada pelos artigos desta edição; porém, fora do circuito narcisista.


De modo geral, a leitura da obra revela saberes necessários para o nosso bem-estar e para a nossa saúde como um todo, tais como: habitar o corpo; estar no corpo; ouvir o corpo; sentir as vibrações que ele produz; viver-lhe o ritmo e o tônus; saber como usá-lo e movimentá-lo. Em suma, trata-se de uma tomada de consciência corporal que vai sendo progressivamente rasurada pelo viver pós-moderno, pelos hábitos sedentários, pelos movimentos repetitivos, pela rotina de trabalho, pelas exigências da arte e do esporte, pelas formas da cultura, pela inércia e, até, pela força da gravidade.


Levei muito tempo para resgatar a consciência corporal perdida. Foi por não ouvir o corpo e não saber habilitá-lo, que desenvolvi um corpo-doido-moído . Mas, um dia, tomei a decisão de aprender a lidar com o corpo pelo caminho da educação somática. Tornei-me aprendiz de meu próprio corpo. Fiz aulas de Antiginástica, Técnica de Alexander, e, atualmente, faço Pilates. A cada aula, conquisto conhecimentos que me ensinam a viver em um corpo fluido, dentro de um padrão por mim conquistado, e não imposto pela cultura. Assim, ler Em pleno corpo: educação somática, movimento e saúde é tomar uma decisão a favor do corpo.


Responsável pela compilação e montagem do livro: Débora Bolsanello nasceu no Brasil e é cidadã canadense. Bacharel em antropologia pela Université de Montréal, Débora é Mestre em dança pela Université du Québec à Montréal. Sua dissertação aborda a aplicação de técnicas de educação somática dentro do tratamento de dependentes químicos. Pós-graduou-se em educação somática pela Université du Québec à Montréal. É diplomada como professora de autoreeducação corporal pelo Centre d'Étude et Recherche en Autorééducation Neuromusculaire, (Montréal), onde foi aluna de Sylvie Boë, fisioterapeuta francesa que trabalhou com Mézières, Thérèse Bertherat, S.Piret e MM.Béziers; Yanic Coran, psicoterapeuta e Thierry Dumont, osteopata especialista nas Cadeias Musculares GDS.

Diplomou-se massoterapeuta pelo Institut Kinéconcept em Montréal. Formou-se no Centre Pilates de Montréal; criou as disciplinas "Antropologia do corpo" e "Introdução à Educação Somática" no programa "Abordagens Terapêuticas Corporais" da Universidade Pestalozzi, Rio de Janeiro, Brasil.

Hoje, Débora é assistente de pesquisa do CERAP - Centro de Estudos e Investigação Aplicada em Psicopedagogia Perceptiva, Universidade Fernando Pessoa do Porto, Portugal. Débora é a diretora de MOVIMENTO, Enseignement et Recherche en Éducation Somatique, e diretora pedagógica da Formação em Técnicas de Educação Somática no Brasil.